O tempo tende a parar
O coração balança ritmado
No peito que estava afogado
O pé pisa no chão molhado
E forma no chão um mapa
De um lado para o outro se cruzam
As pegadas no chão molhado
Os acordes esquecidos do piano
A melodia dos talheres na cozinha
As vozes do vento na cortina
E o tempero do silêncio
Esse corpo aqui atirado,
Em lençóis floridos,
Está agora livre para tratar
Dos assuntos que
Apenas num dia de chuva
Se pode considerar

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