O corpo levanta,
A alma lhe persegue
E segue por quanto
Ele caminhar
Retira-se dos aposentos
Em direção ao pátio vítreo
Alma oca, corpo inteiriço
Uma borboleta pousa
Em seu ombro nu
O corpo repele,
A alma intercede
Segue floresta adentro,
O corpo já suado, cansado,
Enfadado, e a alma
Límpida, cristalina
Escuta os sinos longe a soar
Pedregulhos no caminho
Machucam os pés
Pedregulhos no caminho
Tocam e acariciam a alma
O ar espesso e úmido
Afoga o corpo
Mas encharca a alma
em alegrias e contentamento
Segue agora de volta a sua casa
Corpo e alma,
Um vazio, o outro vasto
O que para um fora uma jornada
Para o outro uma dança,
Mas aos dois uma grande aventura
O corpo se deita, a alma persiste
Insiste em ver, mas o espaço
O corpo não pode ver e nem tocar,
E já sendo assim, nem a alma pode,
Aquilo que o corpo não toca,
viver
Corpo e alma agora uno
Perfeitos, ligados
Moldados pelo intocável vazio
- Artur Rinaldi
Créditos da imagem: Soul of Dance by Narendra Sharma

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