Comprometo-me, comigo mesmo,
A ser leal com meus sonhos,
Designar todo o tempo necessário
Para tornar a mim mesmo
Difundir o impalpável desejo
Da curiosidade da vida terrena,
E também a momentânea abstrata
E a seguir, de mar em mar,
Sempre na proa de meu navio,
Com mãos firmes,
mas ao mesmo tempo
maleáveis, silenciosas e sutis
De modo a poder sempre escutar
Da quebra das ondas
Ao gorjear das gaivotas,
Tão distante quanto estiverem
Em meio a nuvens espessas
Ou pousadas no timão
De minha embarcação
E um dia ei-me de com terra encontrar,
E a tempestade não há de, por muito, prolongar
Caso um dia o vento em meu rosto soprar,
E como os braços de minha donzela
Me abraçar
Ainda assim não irei te abandonar
Nostálgica tempestade,
Que por tanto me amparou
E muito menos o mar,
Que antes me salgou,
Mas agora me ensina,
A tornar-lhe meu abrigo
E portanto, quando à terra retornar,
Prometo voltar sempre ao mar
-Artur Rinaldi
Créditos da imagem: Seagulls Over the Ocean Waves - Taylor

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