De natureza espontânea
Da pele alva, do dente doente
Escárnio, dilúvio, corrente
Torpe sensação ascendente
Brilho mordaz, de um tipo fugaz
Que não entrega, e nem esconde
Se cala, mas responde
Dos traços já aleijados
Do ar pesado
Brilho da razão embotada,
Gasta, estagnada
Uma pequena lagoa,
Cheia de animaizinhos
Um pequeno capricho
Brilho de horror,
Do abatedouro da paz
Do tudo e do abismo
Da aurora que não se cansa
Mas sempre mansa
Brilho astuto, maduro,
Do buda das mil mentes
Que arde, e nunca se rende
Sempre assim,
Caminho do oriente
Brilho anil, da estrela
Que era, pois partiu,
Da noite, agora profunda,
Natural, mordaz e embotada
em horror
-Artur Rinaldi
Créditos da imagem: Arise Shine by Gary Rowell

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