Depois das altas nuvens
Cortadas por edifícios
E bem aventuradas aves
Nesse céu que era infinito
Cortado, rajado pelo
Febril e amarelado Sol
Tu vais a montanha,
Toca o mais alto cume
E gritas desesperado
Por socorro
Vislumbrado
Mal vestido
Já não importa
Então agora tu tocas,
Vê, cheira e move
Fisicamente transfere
Tua energia ao objeto
É curioso, manso,
Dócil, espesso e profundo
E se da conta,
De que teu desamparo
Só pode ser
A mais pura forma de liberdade!
E se da conta de que,
Desejando ou não,
Já viveu e morreu
E agora morto tu vive
-Artur Rinaldi
Créditos da imagem:
Take A Breath by Barbara Teller

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