Fervo neste mundo
Como a caldeira que cozinha
A minha comida
O caldo da vida
Que coze a carne dos animais
Da fauna, da flora
Que devora
O mineral da panela
A madeira da fogueira
Os olhos dos famintos
Que devoram o apetite
Que abraçam a pressa
Da ansiedade da fome
O fogo eterno, queima
Carne, osso, planta
Faz parte desse caldo
A ignorância e a caridade
O egoísmo e a sabedoria
A lama, a água
O fogo, o cristal
Nenhum mais ou menos importante
Todos no seu devido lugar
E como um nômade
Que se auto sustenta
No final, tu irá sorver
A sopa de ti mesmo
-Artur Rinaldi
Créditos da imagem: Frank Grau

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