quinta-feira, 19 de outubro de 2017

[POEMA] A Caldeira

Fervo neste mundo
Como a caldeira que cozinha
A minha comida
O caldo da vida

Que coze a carne dos animais
Da fauna, da flora
Que devora
O mineral da panela
A madeira da fogueira

Os olhos dos famintos
Que devoram o apetite
Que abraçam a pressa
Da ansiedade da fome

O fogo eterno, queima
Carne, osso, planta

Faz parte desse caldo

A ignorância e a caridade
O egoísmo e a sabedoria
A lama, a água
O fogo, o cristal

Nenhum mais ou menos importante

Todos no seu devido lugar

E como um nômade
Que se auto sustenta
No final, tu irá sorver
A sopa de ti mesmo

-Artur Rinaldi


Créditos da imagem: Frank Grau



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