Uma tortuosa mão agarra
Com furor, um místico artefato
Com a força de uma clava, prestes
A ser cravada na fera
E com o encanto da espada, prestes
A ser retirada da pedra
Desenha teu rumo,
As margens da alva planície,
Ora fluido ora estagnado,
Estático ou compassado
O artefato briga, bate e
Cospe no chão, logo
As linhas são engolidas
E brigam com os tão pouco
Ou nunca notados, mas importantes,
Espaços em branco
Que dão sentido a mão que toca
o limitado campo de batalha
Mas essa é uma batalha
Que vale a pena ser trava,
É uma justa entre adversários desiguais
Mas que perfeitamente se completam
Há sangue espalhado,
Mas agora também há
Harmonia, ritmo, cor
Nas planos nunca antes imaginados
Texto por: Artur Rinaldi

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