domingo, 7 de janeiro de 2018

[POEMA] O Vale da Alma

Sou como um carneirinho solitário,
Por entre pastos tão verdes,
Escondidos por entre montanhas tão altas,
Guardado por um vale profundo,
Onde somente o céu pode tocar

Em meu vale há: macieiras, laranjeiras,
Frutas do conde, pitaias azuis
Salgueiros donde brotam romãs e bananas
E árvores que vertem areia

Por aqui a vida é calma,
e fora poucas borboletas
Que por aqui caminham,
Não há outra viv'alma
Que possa ajudar a
Tirar-me o sossego

No vale profundo nunca há dia
Nunca há noite
O sol e a lua caminham como inimigos
Escondidos nas bordas
Refletindo seu pouco brilho
Sem nunca mostrarem a face

Tudo é sublime aqui,
O céu reflete a alma,
e o chão impele a calma
mas parece que,
Mais do que um carneiro
Eu sou apenas um estrangeiro

Texto por: Artur Rinaldi


Imagem por: Looking Down Yosemite Valley California by Albert Bierstadt

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