Se hoje sinto pena
Da criança que um dia fui
É por que me tornei um ingrato
Se olho com pesar
Os dias que uma vez vivi
É porque hoje me sinto incapaz
Se julgo todos aqueles
Que me tocam de alguma maneira
Talvez eu guarde deles
Mais do que guardam de mim
Um salto é necessário
Para sacodir a memória
Tirar a poeira, entrar no prumo
Tomar um rumo
A criança que um dia fui
Na verdade, talvez eu nunca tenha sido
E ela não passa de um pequeno
E sabio guia, que norteia meus passos
E mostra, que o sinal esta aberto
E que, para sempre, estara ao meu lado
Como um farol que ilumina
As ondas dos meus pensamentos
Texto por: Artur Rinaldi
Imagem por: Leonid Afremov - By the Lighthouse

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